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Distressed assets: saiba tudo sobre esse tipo de investimento

Investimentos Alternativos
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Em um cenário de incerteza econômica, pandemia e juros baixos, o investidor se questiona sobre os ativos tradicionais e mais populares do mercado e se ainda são vantajosos para a composição da carteira. É nessas horas que investimentos alternativos começam a ganhar espaço, com os distressed assets entre eles. 

Você já ouviu falar em distressed assets? Se ainda não conhece, fique com a gente que iremos explicar em detalhes tudo o que você precisa saber para entender se esse é um ativo interessante para a sua carteira. 

Também conhecidos como ativos podres, são ativos considerados problemáticos ou depreciados. Em sua maioria, são compostos por massas falidas, ou seja, empresas em recuperação judicial ou com declaração de falência. Porém, como têm potencial de recuperação e valorização, são considerados investimentos capazes de trazer retornos interessantes. 

Esse é um tipo de investimento alternativo que faz companhia para ativos como venture capital e private equity, também opções para a composição variada de uma carteira em um cenário econômico pouco atrativo para a renda fixa.  

O que são distressed assets

Esse é um mercado que se beneficia das grandes crises e também das grandes volatilidades, muito comum na economia nacional. Embora haja um risco alto, pode trazer grandes recompensas aos seus investidores em períodos de ciclos favoráveis da economia. 

Os distressed assets são investimentos de longo prazo e alto risco, que ficam na expectativa da recuperação do ativo onde o aporte foi feito. É uma aposta, porque trata-se de uma massa falida. 

A expectativa é que com todo o investimento recebido, uma gestão mais consciente e melhor administração do capital faça com que haja uma recuperação e reorganização da empresa. Com isso, a valorização do aporte feito seria uma consequência natural, beneficiando seus investidores. 

Como investir em distressed assets

Para que seja um investimento vantajoso, é preciso adquiri-lo por um preço baixo, em um momento de dificuldade para o ativo. E trabalhar para a valorização do ativo para que possa ser vendido no período de alta, gerando o lucro esperado. 

É preciso prestar atenção a alguns pontos importantes antes de adquirir um distressed asset. Quando se trata de uma empresa em processo de recuperação judicial ou com a declaração de falência, é importante analisar a sua administração, credibilidade dos acionistas e credores, assim como documentação financeira, capacidade de geração de caixa etc. 

Uma forma de investir nos distressed assets é por meio dos fundos abutres ou vulture funds. Como o próprio nome diz, trata-se de um fundo especializado em ativos podres, passando por um momento claro de dificuldade, mas com forte potencial de retomada de crescimento. 

Esses fundos procuram por investimentos que demonstram algum sinal de vida e algum potencial de recuperação, mesmo que pareça desgastado. São investimentos que podem gerar bons retornos se forem bem escolhidos. Porém, caso seja um fundo praticamente sem vida, deixa de ser interessante aos analistas. 

Tipos de distressed assets

O tipo mais popular de investimento em distressed assets é a empresa que está em recuperação judicial ou que declarou falência. Mas não são as únicas opções que o investidor tem para entrar nesse tipo de modalidade. 

Existem outros três tipos de distressed assets que podem ser considerados para servir de entrada a quem quiser explorar esse mercado da renda variável.

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Crédito para pessoa física

Grandes carteiras de crédito consignado compostas por financiamentos de casas ou veículos que não foram pagos pelos seus credores. Nesses casos, as instituições financeiras já tentaram por muito tempo receber o dinheiro devido, mas sem sucesso.  

Os fundos que se especializam nessa área costumam comprar essa carteira por um valor muito abaixo do mercado e trabalham na expectativa de lucrar com recuperação dos créditos.

Crédito de órgãos públicos

Títulos públicos judiciais, também conhecidos como precatórios. São emitidos pelos órgãos públicos após o trânsito em julgado de algum processo que condenou a instituição a pagar um valor específico, em dinheiro, para uma pessoa física ou jurídica.

O grande problema dos precatórios é a imprevisibilidade da data de recebimento. Portanto, seus detentores muitas vezes preferem vendê-los por um preço muito abaixo do valor de face para investidores que buscam obter grandes retornos ao receber o valor integral do crédito no longo prazo. 

Crédito contra pessoas jurídicas

Esse tipo de distressed asset tem um funcionamento parecido com o de crédito de órgãos públicos. Porém, seu credor é uma empresa, e pode ter sua origem em um financiamento bancário, por exemplo. 

Nesse caso específico, a dívida pode se transformar em um título e ser vendido por um valor abaixo do de mercado, para que investidores lucrem com o seu pagamento. 

Distressed assets e o mercado brasileiro

Esse ainda é um ativo pouco explorado por brasileiros por ser de alto risco e longo prazo, mas que pode ganhar espaço em momentos de crise econômica, em que empresas têm dificuldades de honrar seus compromissos financeiros. 

Por outro lado, é preciso tomar cuidado porque essas empresas que entram em processo de recuperação judicial ou que declaram falência, muitas vezes, podem não se recuperar do impacto negativo que sofreram e fecharem suas operações de vez. Nesse caso, o investimento acabaria não gerando rendimentos. 

O objetivo final de quem entra nesse tipo de investimento é fomentar a recuperação da empresa, injetando capital para que ela acabe se valorizando e gere lucro na hora de uma venda futura. 

É um negócio arriscado, mas que pode trazer uma alta rentabilidade para o investidor que tiver capital disponível e espaço na sua composição de carteira para esse ativo. 

Por isso, a recomendação na hora de criar uma carteira é diversificar os investimentos e apostar em diferentes ativos. Isso acaba protegendo o seu patrimônio, porque expõe o seu capital a diferentes indexadores e rentabilidades.

Variar o capital entre ativos de renda fixa e renda variável, com baixa e alta liquidez e rentabilidade variada. Isso deixa os seus investimentos mais seguros e evita que você sofra um impacto muito forte caso um deles tenha uma fase negativa.  

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